Atuando desde 2015 no acompanhamento de famílias como educadora parental e psicóloga familiar e de casal, fui convidada a olhar os limites e fronteiras desses dois ofícios.
Enquanto a educação parental favorece o cuidado de crianças e adolescentes mediante a orientação das pessoas cuidadoras deles, a psicologia familiar busca conhecer esse grupo (ou sistema) chamado família, suas dinâmicas e como cada membro de grupo manifesta uma parte dessa grupalidade. Há, portanto, muitos pontos de contato, mas também afastamentos importantes. Quero aqui trazer os mais importantes para quem busca atendimento:
1- O processo de educação parental é mais objetivo e prático, portanto mais curto. Seus efeitos são mais rápidos, porém , mais superficiais;
2-O foco da educação parental é favorecer um cuidado respeitoso da criança e do adolescente. A terapia familiar nem sempre tem esse objetivo, depende de como essa dinâmica se estabelece e os sintomas que apresenta;
3- A educação parental traz orientações práticas. A psicologia familiar pode trazer, mas esse não é o percurso mais usual do processo terapêutico.
Se você ainda tem dúvidas de qual serviço pode ser mais potente para você e sua família, sugiro responder essas perguntas:
1 – O seu desafio está ligado ao cuidado do seu filho ou filha?
2- Você precisa de algo prático que possa te trazer uma melhoria imediata no seu trabalho de cuidado?
3- Você gostaria de cuidar de outro jeito do seu filho ou filha porque sente que a forma que vem fazendo não tem sido bom nem para você, nem para a criança?
Se você respondeu sim para pelo menos 2 dessas 3 perguntas, uma educadora parental é a profissional mais qualificada para te ajudar. Aliás, se ela perceber que você precisa de um apoio psicológico, terá competência técnica para sugerir esse caminho.
Espero ter te ajudado na escolha e te indico a Fernanda Gracioli como minha parceira nesse movimento.
Atenciosamente,
Carol Bueno – psicóloga familiar e de casal
Autora dos livros: Rotina Consciente; Uma Conversa sobre família e Como criar filhos organizados e independentes.
Para conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela Carol Bueno siga ela no Instragram: @carolbueno.psi
