Equilibrando os pratinhos: A realidade de ser mãe de Três e as conexões necessárias

Ser mãe de três nem sempre é fácil. É como tentar equilibrar vários pratinhos ao mesmo tempo, cada um representando uma prioridade, uma necessidade ou até uma personalidade diferente. No meio disso tudo, é preciso aceitar uma verdade inevitável: dificilmente você conseguirá agradar a todos ao mesmo tempo. Seja no almoço, na escolha do passeio ou no tempo gasto em algum lugar, alguém sempre acaba insatisfeito. E essa é a realidade da mãe de três.


Mas mais do que isso, é fundamental estar atenta às necessidades individuais de cada filho. Não dá para enxergar os filhos como um “bloco único”. Cada um tem suas particularidades, suas próprias emoções e desejos.

Recentemente, por aqui, tenho notado uma reclamação constante, o que acendeu um alerta interno: O que será que está faltando? Onde estou precisando melhorar?.


Depois de uma pequena discussão e muita paciência para investigar o que estava acontecendo, veio a resposta que eu não esperava: “Quero que você me chame para conversar mais vezes. Gosto quando conversamos, sinto falta disso, e gostaria de estar com você sem meus irmãos por perto.”


Naquele momento, o primeiro sentimento que me veio foi uma mistura de choque e frustração: Jesus, mais tempo do que eu já dou? Mais atenção?. Respirei fundo e tentei, como mãe, me abrir para ouvir. “Entendo, filha. Deve ser difícil ter que dividir o meu tempo com eles.”


Mas a conversa não parou por aí. “Não é só isso”, ela continuou. “Você vive ocupada, trabalhando ou fazendo mil coisas, e nunca faz nada para mim.” Meu diálogo interno novamente entrou em cena: Como assim?! Claro que faço muitas coisas, você precisa comer, se vestir, estudar!


Respirei ainda mais fundo e tentei novamente praticar a empatia: “Quando você diz que não faço nada para você, fico chateada porque sinto que faço muitas coisas. Mas quero entender o que você sente que está faltando.” E aí veio a resposta clara: “Você nunca tem tempo para brincar comigo, para conversar, ou até para fazer um penteado quando eu peço.”


Foi um momento de iluminação. Minha filha não estava reclamando de forma genérica. Ela estava pedindo atenção exclusiva, algo que muitas vezes se perde no meio da rotina caótica. A partir desse momento, estabelecemos um combinado: quando ela precisar de mim, irá pedir de forma direta e clara. E eu, por minha vez, prometi estar mais atenta às suas necessidades e, quando não for possível atendê-la naquele exato momento, me comprometi a dizer quando poderei dedicar um tempo exclusivo para ela naquele dia.


Claro que é frustrante para ela às vezes ter que esperar, e eu sei disso. Tenho mais dois filhos, um marido, uma casa para cuidar e o trabalho que não para. Nem sempre vou conseguir dar a atenção que ela quer, no momento que ela deseja. Mas o importante é que, mesmo com todos esses desafios, há espaço para a conexão.

O importante é garantir que, quando um pratinho cai, eu tenha o foco nos que são essenciais e que não podem se quebrar.


Depois dessa conversa, o humor mudou. As lágrimas secaram, pedi um abraço e reforcei o quanto ela é importante para mim. Às vezes, tudo o que nossos filhos precisam é de um pouco mais de atenção e validação para que a harmonia volte.


Ninguém disse que seria fácil ser mãe de três, mas com paciência, empatia e um pouco de organização, é possível equilibrar esses pratinhos. Por vezes, alguns vão cair, mas o segredo está em saber quais são aqueles que precisam do nosso foco, porque não podem se quebrar.


E você, já se viu nesse dilema de não conseguir agradar a todos? Como tem equilibrado as necessidades dos seus filhos? Deixe nos comentários como você lida com essa dinâmica.

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